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		<title>Adoção: o que esperar quando se espera</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 19:31:07 +0000</pubDate>
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							<p> </p><p>Todos os filhos são biológicos e todos os filhos são adotivos, nos ensina o psicólogo Luiz Schettini. A primeira vista, isso pode desafiar o senso comum sobre adoção, mas o que isso significa? Que ser filho biológico de alguém é a única forma de existirmos concretamente neste mundo e que, mesmo assim, ainda precisamos ser adotados, pois esta é a única forma de nos transformarmos verdadeiramente em filhos. Assim, somente por meio da adoção, genitores tornam-se pais: esta é a única possibilidade de uma verdadeira parentalidade se efetivar.</p><p><b>Sobre Adoção</b><br />Adotar um filho transcende a ideia de “ter” ou “procurar” o filho. A adoção não tem a ver com o que vem de fora; pelo contrário, está estritamente ligada ao que está dentro, ou seja, ao desejo que se metamorfoseia em vontade (querer). É assim que o filho que se adota é concebido, simbolicamente falando. É bem verdade que, ao se gerar o próprio filho biologicamente, fica mais fácil para o organismo desenvolver, em conjunto, o desejo e a vontade. No caso da adoção, reside justamente aí uma bela peculiaridade: diante da ausência da dimensão biológica, o desafio que se apresenta aos pais é o de elaborar, psicologicamente, desejo e vontade por um filho.<br />Schetiini diz claramente que a dinâmica psicológica da relação adotiva não está relacionada ao ter (filhos), mas, fundamentalmente, ao ser (pais). Por isso, é um processo que não precisa estar ligada à solução de problemas pessoais, seja dos pais como, por exemplo: adotar como solução para conflitos no casamento ou adotar por sentir-se solitário. Na prática psicológica com pais e filhos adotivos, reconhecemos que estes vivem suas peculiaridades, que devem ser consideradas quando tentamos compreender o comportamento de ambos. Os pais tendem a necessitar de orientações para conduzir o processo adotivo e sobre como exercer a parentalidade, em alguns casos, apesar de verbalizar sobre o desejo em adotar ainda carregam muitas dúvidas e desconhecem todos os procedimentos burocráticos a cumprir além do período de espera.<br />A criança adotada, por sua vez, merece também uma atenção especializada, que respeite sua dinâmica psicológica. Apesar de não ser diferente das demais, é inegável que a criança adotada vive uma experiência que destoa do esperado para as relações parentais. A clínica psicológica nos mostra que o rompimento do vínculo afetivo com os pais biológicos deixa marcas históricas e psicológicas próprias, que não devem ser entendidos necessariamente como patologias ou deformações. São nada mais nada menos do que experiências como tantas outras que identificamos nas crianças que não têm uma história pessoal de adoção.<br />Por isso, temos a adoção como algo complexo, que passa pela habilitação no Sistema Nacional de Adoção até a adaptação da criança/adolescente e de seus pais adotivos. São muitas as etapas a percorrer em direção a uma relação parental saudável. Nesse sentido, preparar-se para ter um filho adotivo exige uma reflexão sobre os desejos, medos, motivações e expectativas. Segundo a psicóloga Renata Weber, os pais necessitam estar cientes dos próprios limites e possibilidades, elaborar uma série de fantasias, crenças, valores, desejos e expectativas com relação à parentalidade.<br />Maria da Penha Oliveira Silva, também psicóloga, nos ajuda a compreender um pouco mais a Adoção no excelente texto <i>Adoção: tempo de espera e mudança no perfil dos habilitados</i> que consta no livro Adoção: desafios da contemporaneidade, cujo recorte reproduzo aqui:</p><blockquote><p>“A construção da parentalidade-filiação adotiva é um desafio para a maioria das pessoas que recorrem à adoção para realizar o sonho de ser mãe e se tornar pai. O caminho a ser percorrido nem sempre é uma linha, conforme um dia se idealizou. Ao contrário, é entremeado por sinuosas curvas e espirais e que requer de cada sujeito capacidade de parar, pensar e repensar suas ideias e desejos. É um ir e vir permeado por conversas, sentimentos, escolhas e decisões. Nessa construção, não basta apenas o desejo de ter um filho, mas um Outro, mãe ou pai biológicos, já o tenha desejado, ainda que esse desejo não se sustente ou se prolongue para os candidatos parentais além de uma gestação. Quando a pessoa pensa no nascimento de seu filho pelo caminho da adoção, uma história vai se construindo. Às vezes, pelo simples desejo de ter um filho, outras vezes, pela impossibilidade de gerar o filho desejado. A criança já existe no imaginário, mas também na vida real. Ela já tem nome, endereço, história. Pode ser um bebê, mas também pode ser uma criança o um adolescente que vai se construindo pelo não poder ou saber cuidar de seus genitores.”</p></blockquote><p><b>Adoção no Brasil</b><br />Faço um breve resumo da trajetória da adoção em nosso País. A história da adoção possui um longo percurso no Brasil, se faz presente desde a época da colonização. A principio esteve relacionada à caridade, em prestar assistência a aquelas crianças/adolescentes que estão nas Casas de Acolhimento, esse pensamento ainda existe (acreditem!!) Em meados do séc. XIX inicio do séc. XX é o período em que surgem politicas públicas voltadas para a proteção de crianças. Porém, a primeira legislação no Brasil a ser promulgada foi a Lei 3071 de 1916, no Código Civil Brasileiro, dentro do direito de família.<br />Ao longo dos anos algumas modificações pontuais foram realizadas na Legislação ate que em 1990, a Lei 8069 com o ECA – estatuto da criança e adolescente vem tratando exclusivamente dos direitos e garantias a proteção da criança e do adolescente dentre eles o direito a convivência familiar através da adoção. Podem candidatar-se à adoção homens e mulheres, independentemente do seu estado civil, desde que sejam maiores de 18 anos de idade, 16 anos mais velhos do que o adotado e que lhe ofereçam um ambiente familiar propício. Assim, pessoas solteiras, viúvas ou divorciadas podem adotar. De acordo com o art. 45, § 1º, do ECA, serão postos em adoção todas as crianças e adolescentes cujos pais biológicos ou representante legal concordem com a medida ou se os pais estiverem destituídos do poder familiar ou, ainda, se estiverem falecidos. Houve também algumas mudanças no cadastro nacional de adoção, hoje SNA (Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento), o qual engloba num único sistema o cadastro dos habilitados (pretendentes a adoção) como os de crianças/adolescentes acolhidos.</p><p><b>Como me habilitar no cadastro nacional de adoção?</b><br />A adoção não é um processo simples. O candidato deve saber que passará por etapas em que será convidado a pensar e responder sobre a própria dinâmica psicológica, a entrar em contato com os sentimentos que acompanham o desejo de ser pai e ser mãe e, no processo de autoquestionamento, a se perceber responsável pelo papel que vai desempenhar na vida do filho desejado. Diante disso há alguns passos que deverão ser seguidos para todos aqueles que desejam habilitar-se a adoção e para isso não há a obrigatoriedade de se constituir advogado. Todo o procedimento é gratuito e realizado junto as Varas especializadas em família ou infância e juventude da cidade de residência dos pretendentes. Elenco as principais etapas de todo o processo de habilitação.</p><ul><li>Realizar pré – inscrição no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento – SNA no site do CNJ;</li><li>Entrar em contato com a Vara especializada da Comarca da cidade onde mora para entregar cópias de algumas documentações exigidas e do requerimento preenchido e assinado;</li><li>Entrevistas e visitas domiciliares da Equipe Psicossocial da Vara;</li><li>Curso Preparatório: realizado em algumas cidades pelos grupos de apoio a adoção e em outras pela equipe psicossocial da Vara, atualmente ocorrem no formato EAD.<br /><br />A realização de todas essas etapas tem caráter obrigatório e farão parte do processo de habilitação para adoção. Após o cumprimento de todas essas etapas, o Juiz dará a sentença favorável ou não a efetivação do pré cadastro preenchido inicialmente pelo(s) candidato(s).<br />Dai em diante é aguardar o contato das equipes das varas informando sobre a sua vinculação com a criança/adolescente desejada, esse é o tal período de espera.<br />Todo esse processo burocrático influencia emocionalmente cada individuo envolvido, e aparece mais nitidamente no período de espera.<br /><br /><b>A espera e onde posso encontrar apoio<br /></b>Quando cumpridos todos esses procedimentos e efetivada a inscrição no SNA (sistema nacional de adoção e acolhimento), inicia-se o período de espera em ser chamado para conhecer a criança/adolescente desejada.<br />A psicóloga Janaina de Aguiar Cibien considera esse tempo de espera um tempo de amadurecimento, podemos entender como a seqüência do curso realizado anteriormente, na qual surgem muitas questões emocionais, que o tempo e o acompanhamento, faz com que sejam refletidas e necessárias. É como dormir e acordar todos os dias esperando uma notícia, um telefonema, uma visita, uma chegada, a ansiedade pelo desconhecido dia que demora tanto a chegar.<br />Tem-se a consciência do possível tempo de espera de acordo com as escolhas no cadastro, mas é claro que quando se quer muito algo, o desejo de antecipação é uma consequência. Por mais que seja angustiante a espera pela adoção, uma forma de mudar esta percepção é ter um olhar de que nunca é um dia a mais, e sim um dia a menos que passou de espera, que cada dia é uma página na construção dessa história, uma caminhada que pode ser leve e gratificante, ou não. Isso vai depender das suas escolhas. Que o período de ansiedade pode ser saudável e possível, e o processo de espera seja uma caminhada prazerosa. Onde é possivel aproveitar todos os momentos de preparação para a chegada deste filho nos seus mínimos detalhes, e construir boas histórias para ser lembradas, pois esta também faz parte do processo de gestação adotiva.<br />Viver o processo de gestação adotiva pode ser a construção positiva de uma linda história, com muita reflexão, preparação, e amor por este ser lindo que fará para desta família. Mas para que seja saudável é preciso ser natural, uma escolha dos futuros pais e aceitação da família como um todo.<br />Essa fase, que já é bastante desgastante, pode também se transformar em uma experiência de sofrimento para os pais. As fantasias referentes à adoção e à demora podem aumentar, gerando inúmeros questionamentos. Podem sofrer também de episódios de intensa ansiedade, emoção e até por vezes frustração. Esse período de espera, que podemos denominar de fase de transição para a parentalidade, pode ser bastante tortuoso e lança os indivíduos em uma condição peculiar: ainda não são pais, mas também não são pais em espera como ocorre na gravidez. Não se sabe quando a criança /adolescente chegará, como uma gravidez que tem seu início, mas não se tem certeza do momento exato em que será finalizada. Nesse período, os candidatos costumam ficar imaginando a criança, com base nas características que foram escolhidas no momento de seu cadastro no Fórum.<br />A depender da intensidade, essa espera pode fazer com que os pretendentes percam a disposição parental naquele momento. É comum, com o passar do tempo, ouvimos relatos de desânimo devido a longa espera, os sentimentos são confusos ora de injustiça, outras vezes frustração com todo o processo, ao final encontram forças para continuar, ou mudam o perfil do filho desejado, e alguns desistem de levar adiante o projeto da adoção. Socialmente há sempre questionamentos de quando a criança/adolescente chegará, se não está demorando muito, entre outras indagações que suscitam desconforto a quem está esperando.<br />Nesse sentido, grupos de apoio à adoção podem realizar um papel de apoio e orientação interessantes tanto no período pré-adoção, como no de pós-adoção. A psicoterapia também se abre como um espaço para que a família possa se reorganizar para chegada deste novo membro, como um ambiente suficientemente bom, propício ao desenvolvimento emocional. Assim, tanto o filho adotivo quanto a família como um todo podem em muito se beneficiar desta ação terapêutica para que o processo de adaptação seja vivenciado com mais tranquilidade. A criança/adolescente pode se recuperar da deprivação sofrida e conseguir formar vínculos saudáveis com seus pais e com a sociedade.</li></ul><p>Bibliografia<br />Weber, Renata; Vendruscolo, Giana Bernardi. Vivências de pais adotivos sobre o processo de adoção. XXVI Seminário de Iniciação Científica. 2018<br />Schettini, Luiz. Uma psicologia da adoção. www.angaad.org.br/portal/mdocs-posts/uma-psicologia-da-adocao-por-luiz-schettini-filho<br />WEBER, L. N. D. Aspectos psicológicos da adoção. 2. ed. Curitiba: Juruá, 2004.</p>						</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default"><span style="color: rgb(64, 84, 178); font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 15px; font-style: normal; font-weight: 600; letter-spacing: 1.5px; text-align: center; text-transform: uppercase;">ana carolina paiva </span><br><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">psicóloga clínica e jurídica CRp 02/12415</span></font></h2>		</div>
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		<title>E procurava-me &#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 20:01:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>     Há um poema de Barahona que diz [“e foi assim que tudo começou:/ eu tinha saudades de mim e procurava-me&#8230;] esse poema faz pensar sobre um processo evidente na linha do viver, que é:  perder e procurar. Um fato vital, na vida também se perde: um emprego, uma relação, uma pessoa querida, perder-se &#8230; <a href="https://casulu.com.br/e-procurava-me/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">E procurava-me &#8230;</span></a></p>
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							<p>     Há um poema de Barahona que diz [“e foi assim que tudo começou:/ eu tinha saudades de mim e procurava-me&#8230;] esse poema faz pensar sobre um processo evidente na linha do viver, que é:  perder e procurar. Um fato vital, na vida também se perde: um emprego, uma relação, uma pessoa querida, perder-se de vista&#8230;perder-se de vista pode ser devastador.<br /><span style="font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px; font-style: normal; font-weight: 400;">     </span><span style="font-size: 19px; color: var( --e-global-color-text );">Nesse perder existem tonalidades: O perder-se e saber que perdeu, sentir essa angustia de procurar. O perder-se e não sentir que está perdido, continuar sem pestanejar onde se está. O perder-se em negação total, portanto, sente-se tão encontrado e ancorado, que não consegue acreditar que em algum momento esteve perdido.<br /></span><span style="font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px; font-style: normal; font-weight: 400;">     </span><span style="font-size: 19px; color: var( --e-global-color-text );">Em algum momento da vida é possível se sentir assim, por mais que se negue e que as condições colaborem, mas há dias vividos como verdadeiros vazios, uma pessoa pairando na sua existência, sem se apropriar dela, experienciando um doloroso processo de esquecer&#8230; se esquecendo do próprio corpo, dos gostos, das alegrias e tristezas que genuinamente se faz o ser quem se é, como uma saudade de si.<br /></span><span style="font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px; font-style: normal; font-weight: 400;">     </span><span style="font-size: 19px; color: var( --e-global-color-text );">Há quanto tempo a pressa, agitação e agonia da civilização se fez esquecer de: parar, respirar, olhar para si e dizer: esse sou eu, eu existo, nasceu em mim uma nova marca, comecei a gostar de uma nova coisa, passei a detestar algo que gostava&#8230; esse esquecimento de procurar novas nuances naquilo que já se é, assim nos dias comuns e triviais, que são a maioria. Esse processo de esquecer a existência, e viver na pressa tão corriqueira, que impede o vislumbre de enxergar as mudanças, de lembrar com frescor as versões de si, criar e buscar novas formas de ser.<br /></span><span style="font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px; font-style: normal; font-weight: 400;">     </span><span style="font-size: 19px; color: var( --e-global-color-text );">Talvez em algum momento de procura, em que se perceba longe de si, seja um choque, como quem diz “onde estive?”, “mas estive fazendo tantas coisas, nesses dias, meses anos&#8230;, mas onde eu estive?”<br /></span><span style="font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px; font-style: normal; font-weight: 400;">     </span><span style="font-size: 19px; color: var( --e-global-color-text );">Por mais perdido que em algum momento seja sentido, ainda existe um ponto em que se pode ancorar, um ponto em que seja possível dizer “eu vou começar aqui, a me procurar e talvez me estranhar e talvez me reconhecer”, onde está esse ponto? Bem, é preciso procurar, é essa tal de procura que nos move, esse processo louco de encontrar e perder, de ter e não ter, saber e não saber, viver é perder e a vida existe porque é preciso procurar até nos vazios, a inteireza das coisas, do possível. Procurar por algo que amarre a vida naquilo que já se. Lembrar diariamente que os espaços vazios existem para que o novo chegue, um espaço que nos relembra, que algo pode acontecer, mesmo em um espaço antigo e conhecido como o nosso corpo, como nossa vida.<br /></span><span style="font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px; font-style: normal; font-weight: 400;">     </span><span style="font-size: 19px; color: var( --e-global-color-text );">Na caça daquilo que genuinamente nos movimenta. É possível se amarrar muitas vezes em um fiapo de esperança, pode ser pouco, mas pode ser o suficiente enquanto se tece novos e novos fios. Fios de esperança e coragem, que vão se refazer inúmeras e inúmeras vezes, até o fim, nessa vida de procura&#8230; procure-se.</span></p>						</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default"><span style="color: rgb(64, 84, 178); font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 15px; font-style: normal; font-weight: 600; letter-spacing: 1.5px; text-align: center; text-transform: uppercase;">maressa marques </span><br><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">psicóloga CRp 13/9675</span></font></h2>		</div>
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				</div><p>The post <a href="https://casulu.com.br/e-procurava-me/">E procurava-me …</a> first appeared on <a href="https://casulu.com.br">CASULU</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Torturador ou torturado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2021 19:13:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>     As redes sociais trouxeram facilidade e agilidade à informação, acessibilidade e qualidade aos serviços. Também trouxe poder de informação.     Vemos presidentes serem eleitos por Fakes News. Vemos pessoas desconhecidas se tornarem artistas renomados e serem escrachados por informações veiculadas pelas redes (verdadeiras ou não).     Posts e mais posts todos os dias. &#8230; <a href="https://casulu.com.br/torturador-ou-torturado/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Torturador ou torturado?</span></a></p>
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							<p>     As redes sociais trouxeram facilidade e agilidade à informação, acessibilidade e qualidade aos serviços. Também trouxe poder de informação.<br />     Vemos presidentes serem eleitos por Fakes News. Vemos pessoas desconhecidas se tornarem artistas renomados e serem escrachados por informações veiculadas pelas redes (verdadeiras ou não).<br />     Posts e mais posts todos os dias. Vídeos íntimos divulgados. Opiniões às vezes dúbias e sem fundamentações &#8211; mas que são muitas vezes levadas a sério &#8211; tomadas como verdades absolutas.<br />     Somos tomados à todo momento por uma enchurrada de informação. Uma hora tentamos, ainda, acreditar naquele antigo conto de fadas, que a mocinha indefesa está sendo atacada pelo cruel vilão. Nem sempre na vida real é assim. A manipulação da informação que é o verdadeiro poder.<br />     Além de tudo isso, vemos outro movimento, o do lado de fora. Estamos sempre à julgar. O certo e o errado. O que deve e o que não deve. Como se tudo devesse seguir nossas regras e condutas.<br />     Nos tornamos árbitros e juízes de tudo. Julgamos e condenamos, justificamos, fazemos textão e publicamos. A vida seria tão mais fácil se fizessem tudo do nosso jeito, não é? (contém ironia!)<br />     Não enxergamos o outro, não avaliamos suas fragilidades ou mesmo sua história. Julgamos por simples atos, que não é de nossa conta na maioria das vezes. Colocamos o véu do pseudomoralismo sobre tudo e sobre todos.<br />     Ao mesmo tempo, quando nos expomos, ou de alguma maneira estamos em destaque, e somos criticados, nos sentimos injustiçados, não entendidos e pormenorizados. Porque ninguém está na nossa pele e ninguém sabe o que passamos, não é mesmo?<br />     Então, queridos, antes de tudo isso, lembrem-se de uma coisa: empatia! Parem, olhem, escutem e se coloquem no lugar do outro. Cada um vive conforme sua verdade e oferece o que tem!</p>						</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default"><span style="color: rgb(64, 84, 178); font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 15px; font-style: normal; font-weight: 600; letter-spacing: 1.5px; text-align: center; text-transform: uppercase;">YGOR BEREZA</span><br><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">MÉDICO RESIDENTE CRm pb 12236</span></font></h2>		</div>
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		<title>AUTOCUIDADO: UMA QUESTÃO DE AMOR PRÓPRIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 00:55:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; &#160; Desde a década de 1990 o mundo adota o mês de outubro, através da campanha Outubro Rosa, como um período de promoção de ações com foco em informar e engajar a sociedade – pessoas, organizações e empresas – em prol da conscientização da prevenção e controle do câncer de mama. &#160; &#160; &#8230; <a href="https://casulu.com.br/autocuidado-uma-questao-de-amor-proprio/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">AUTOCUIDADO: UMA QUESTÃO DE AMOR PRÓPRIO</span></a></p>
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							<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Desde a década de 1990 o mundo adota o mês de outubro, através da campanha Outubro Rosa, como um período de promoção de ações com foco em informar e engajar a sociedade – pessoas, organizações e empresas – em prol da conscientização da prevenção e controle do câncer de mama.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INC), para 2020 são estimados 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, sendo este o quinto maior causador de morte por câncer em geral e o principal causador de morte por câncer entre o público feminino.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; A boa notícia é que com o avanço da ciência, atualmente no Brasil pelo menos 90% dos casos diagnosticados <em>precocemente</em> têm tido sucesso terapêutico e uma sobrevida significativa depois do período de acompanhamento de cinco anos. E confirma aquele ditado que ouvimos desde as nossas avós: “Prevenir é (de longe) o melhor remédio”.</p>
<p><strong>&nbsp;</strong><strong>A mulher e o autocuidado</strong></p>
<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Culturalmente, por várias e várias gerações, a mulher é vista como aquela que é “responsável” por cuidar primeiro dos outros em todos os espaços. Não é à toa que ainda hoje é comum que profissões como enfermagem, cuidador de idosos, ensino infantil, por serem relacionadas ao cuidado com o outro, sejam associadas à figura feminina.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Nesse contexto, por vezes até sem perceber, a mulher ainda enfrenta muitos conflitos internos. Ao usar o seu tempo para ‘dar conta’ dos seus múltiplos papéis, por muitas vezes, o cuidado com a própria saúde acaba ficando em último plano.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Essa necessidade internalizada pela mulher em achar que ‘tem que dar conta de tudo’, chega a gerar uma autocobrança que por vezes se traduz em sentimento de culpa, embora no fundo saiba que é impossível dar conta de absolutamente tudo. Ela também tem consciência de que precisa cuidar da sua saúde física e mental, e nem sempre consegue.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Quando nos referimos ao autocuidado, estamos falando sobre conjunto de comportamentos e atitudes que tomamos em nosso próprio benefício, em prol da nossa saúde integral – física, mental e emocional. Sobre o entendimento das nossas próprias necessidades e preferências.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;E esse cuidado pode ser manifestado em pequenas atitudes e comportamentos diários de zelo consigo própria. Trata-se de um exercício diário de carinho com a nossa vida!<br><span style="font-family: Roboto; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400;">&nbsp; &nbsp; &nbsp;</span>Um bom começo para que você observe como anda o seu autocuidado é respondendo a si própria a essas questões:</p>
<ul>
<li>Você sabe o que te dá prazer e recarrega as suas energias?</li>
<li>O quão bem você tem cuidado da qualidade do seu descanso?</li>
<li>As suas necessidades também são priorizadas ou você trata as dos outros como mais importantes?</li>
<li>Você evita o enfrentamento de questões que precisam de solução?</li>
<li>Você cuida da sua saúde e está com os exames periódicos em dia?</li>
</ul>
<p><span style="font-family: Roboto; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; color: var( --e-global-color-text );">&nbsp; &nbsp; &nbsp;</span>Mas atenção: autocuidado não significa “ter que” estar bem 100% do tempo!<br><br><span style="font-family: Roboto; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400;">&nbsp; &nbsp; &nbsp;</span>Precisamos aprender a viver de forma equilibrada, aceitando que está tudo bem não dar conta de tudo o tempo todo, tudo bem não estar feliz o tempo todo. E que podemos reagir naturalmente e com sinceridade tanto às situações tranquilas quanto às mais desafiadoras.<br><span style="font-family: Roboto; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400;">&nbsp; &nbsp;</span>Por isso, campanhas informativas como o Outubro Rosa são de extrema importância, para alertar às mulheres sobre a necessidade do autocuidado, bem como orientar e oferecer suporte emocional.<br><span style="font-family: Roboto; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400;">&nbsp; &nbsp; &nbsp;</span>É preciso estar bem emocionalmente para superar o câncer de mama, uma doença que afeta profundamente a vida de uma mulher. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, cerca de 25% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama desenvolvem ou agravam quadros depressivos (enquanto em média 7% das mulheres apresentam depressão). Portanto, além de todos os cuidados físicos, temos que acolher e tratar os sentimentos que afloram, como medo, angústia ou depressão.</p>
<p><strong>Como prevenir?</strong></p>
<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O autocuidado é fator crucial na prevenção ao câncer de mama, visto que cerca de 30% dos casos podem ser evitados a partir da adoção de hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos, alimentação saudável e manutenção de peso corporal adequado, aliados a identificação e controle precoce por meio de exames preventivos.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; A primeira recomendação é a realização do autoexame das mamas regularmente, de preferência no mesmo dia do mês, para observar se há alguma alteração na mama como inchaço, tamanho, formato, presença de nódulo, aspecto da pele ou qualquer outra diferença que chame a atenção.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; A partir dos 40 anos, a mamografia é o exame mais eficaz recomendado, e deve ser feita anualmente, além do autoexame mensal. Essa estratégia de rastreamento ajuda a identificar o câncer antes mesmo que a paciente apresente os sintomas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Encontre um tempo para a prevenção, não deixe para quando for ‘tarde demais’!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Seja generosa consigo mesma, cuide-se, valorize-se e busque o seu bem-estar integral!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Lembre-se que na vida, tão importante quanto pensar sobre o caminho a ser percorrido, é pensar sobre o modo como desejamos percorrê-lo. E você pode procurar ajuda a qualquer momento!</p>						</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default"><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">patrícia pereira</span></font><br><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">PSICÓLOGA CLÍNICA CRP 13/9551</span></font></h2>		</div>
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		<title>OUTUBRO ROSA: MÊS DO AUTOCUIDADO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 00:19:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>       Há alguns anos o mês de outubro se consolidou pelo mês representante no combate ao câncer de mama, como essa representação gerou uma cultura de maior observação e cuidados com a mulher e seus dilemas, fez-se necessário, pelos órgãos governamentais produção de campanhas em que coloque como prioridade a auto-observação e o &#8230; <a href="https://casulu.com.br/outubro-rosa-mes-do-autocuidado/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">OUTUBRO ROSA: MÊS DO AUTOCUIDADO</span></a></p>
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							<p>       Há alguns anos o mês de outubro se consolidou pelo mês representante no combate ao câncer de mama, como essa representação gerou uma cultura de maior observação e cuidados com a mulher e seus dilemas, fez-se necessário, pelos órgãos governamentais produção de campanhas em que coloque como prioridade a auto-observação e o autocuidado da mulher fazendo alusão principalmente ao autoexame e ao toque mamário.<br />       Ficam as perguntas: ’ será que esse referencial só deve ser prioridade no mês de outubro?<br />       Ou só quando nos lembramos? Ou só das mulheres? Ou ainda só das mais velhas?<br />       O que seria de fato o autocuidado?<br />       Quando entendemos que o autocuidado faz parte de nossa vida cotidiana e deve ser cultivado como algo precioso e reproduzido socialmente nossa concepção sobre nós mesmo sofrem modificações , nosso próprio olhar diferenciado sobre nosso corpo torna-se mais aguçado e exigente, entendemos que somos prioridade e buscamos sempre o melhor para si, afinal dele saí as pulsões da vida e a energias  vitais  para o enfrentamento das agressões externas que danificam o viço e o desempenho físico de cada um de nos.<br />       Então como deve ser esse autocuidado<br />       Primeiramente entender que a autoestima está ligada com a forma de como me vejo e me aceito, não é sobre como o outro me vê, mas sim como me aceito e me percebo entre os demais. A partir daí o autocuidado torna-se consequência prazerosa e evolutiva contribuindo para nosso crescimento pessoal e social, trazendo confiança e amor ao próprio corpo.<br />       Como você tem se visto? Você tem aceitado suas fraquezas? Trabalhado a assertividade? A autoconfiança? Saiba que tudo isso também são cuidados pessoais. Higiene pessoal também é cuidar das nossas emoções tirar o lixo emocional, o que não nos fazem, as pessoas nocivas e que só adoecem nossas vidas. Cuidar da nossa saúde, física mental e emocional também deve ser prioridade afinal “mente sã é corpo sã” quem se ama, se cuida e busca sempre ser sua maior prioridade.<br />       Algumas dicas de autocuidado:</p><p>Saber dizer não</p><p>Saber se priorizar</p><p>Cuidar do outro mas sem se anular</p><p>Observar algo novo em seu corpo</p><p>Não ser segunda opção de ninguém</p><p>Não se subestimar ou se diminuir para caber no mundo do outro.<br /><br />       Enfim nunca esquecer os cuidados básicos: alimentação saudável, atividade física, beber água, dormir bem, fazer meditação ou oração diariamente e sempre procurar um médico para exames rotineiros. Ou seja fazer do “outubro” todos os meses do ano e da pratica do autoexame uma constante, vá vera como sua vida fluirá de forma mais leve e saudável em todos os sentidos. </p>						</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default"><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">REJANE FERREIRA</span></font><br><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">PSICÓLOGA CLÍNICA CRp 13/9556</span></font></h2>		</div>
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		<title>VITAMINA D NA SAÚDE DA MULHER</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 23:41:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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							<p>        A vitamina D é essencial para diversas funções no organismo, agindo na homeostase de nossa saúde. Embora leve o nome de vitamina, seu papel é tão importante que atua como um pré-hormônio. Os meios de obter a vitamina D são através da síntese cutânea endógena (pelos raios solares), e pouco da alimentação (gema de ovo, peixes gordurosos como atum, cavala, salmão).<br />        Embora o Brasil seja um país ensolarado na maior parte do ano, a prevalência de sua deficiência é alarmante. Entre a maioria das pessoas que apresentam deficiência de vitamina D, estão as do sexo feminino e afrodescendentes.<br />        A importância de níveis adequados de vitamina D está relacionada a ação que ela tem no sistema imunológico, controle da pressão arterial, regulação do metabolismo do cálcio e fósforo, participa dos processos de multiplicação e diferenciação celular<br />        Há diversos estudos sobre os benefícios da suplementação da vitamina D para saúde da mulher. A síndrome do ovário policístico (SOP) que atinge muitas mulheres, vem sendo estudada com a suplementação de vitamina D. Na meta- analise de Lagowska et al. (2018), foi analisado melhora na sensibilidade a insulina, melhora da glicemia em jejum, juntamente com uma alimentação adequada houve regulação do ciclo mestrual, redução do peso e circunferência de cintura.<br />        A SOP consiste num somatório de alterações no metabolismo, interferindo no ganho de peso, aumento da glicemia, aumento da testosterona, infertilidade, entre outros.<br />        Na menopausa, que ocorre normalmente na idade dos 45 aos 55 anos, diversos são os sintomas: redução do humor, perda do libido, alteração da memória, ondas de calor, aumento das chances em desenvolver doenças como osteoporose, obesidade, doenças cardiovasculares entre outras.<br />        Estudos mostram que mulheres no período de menopausa com suficiência de vitamina D, apresentam melhores quadros clínicos como menor chance de síndrome metabólica, menores concentrações de insulina, colesterol e triglicérides e aumento do colesterol HDL.<br />        Apesar de ser mais comum a hipovitaminose D em mulheres, ela também atinge homens e crianças. Nas crianças sua deficiência leva ao retardo do crescimento e raquitismo.<br />        Nas gestantes com risco para deficiência, a suplementação traz benefícios para a mãe e para o recém &#8211; nascido.<br />        Em adultos, leva à osteomalácia, ao hiperparatiroidismo secundário, favorecendo a perda de massa óssea e o desenvolvimento de osteopenia e osteoporose, fraqueza muscular.<br />        Para avaliação dos níveis de vitamina D é solicitado exame bioquímico pelo indicador 25 hidroxvitamina D(25(OH)D).<br />        Segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), não se indica suplementação generalizada de vitamina D para toda população. Os benefícios do tratamento com vitamina D são evidentes na população com riscos, insuficientes.<br />        O tratamento pode ser feito com suplementação da vitamina D3 (colecalciferol) ou D2 (ergocalciferol), sendo a D3 mais comprovada em estudos e disponível no mercado.</p><p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p><p><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=%C5%81agowska%20K%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=30400199">ŁAGOWSKA, K</a>.<sup>.</sup>, <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Bajerska%20J%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=30400199">BAJERSKA, J</a>., <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Jamka%20M%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=30400199">JAMKA, M</a>. The Role of Vitamin D Oral Supplementation in Insulin Resistance in Women with Polycystic Ovary Syndrome: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials., Nutrients, v.2, n.11, 2018.</p><p><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Jafari-Sfidvajani%20S%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=29110281">JAFARI-SFIDVAJANI, S</a>. et al. The effect of vitamin D supplementation in combination with low-calorie diet on anthropometric indices and androgen hormones in women with polycystic ovary syndrome: a double-blind, randomized, placebo-controlled trial. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29110281"><strong>Journal of Endocrinological Investigation</strong>,</a> v.41, n.5, p.597-607, 2018.</p><p>MAEDA, S. et al Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arq Bras Endocrinol Metab vol.58 no.5 São Paulo July 2014.</p>						</div>
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		<title>SENTIDO DE VIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 16:20:54 +0000</pubDate>
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							<p>       A busca pelo sentido de vida é uma constante na vida do ser humano, afinal, coisas comuns do dia a dia, como comer, beber e dormir já não é mais suficiente, conquistar novos horizontes, internos e externos, no nosso corpo e alma se faz necessário. Embora encontrar sentido tenha a ver com ligar-se a algo além de nós mesmos, isso também parece tocar algo fundamental dentro de nós. Para algumas pessoas isso se torna óbvio desde o início. Por exemplo, um chamado para ensinar, tornar-se escritor ou seguir uma fé em particular. Para outros, entretanto, é uma busca que pode durar toda a vida.<br />       E, nesta jornada, redescobrimos sentidos e damos significados para nossas ações, em uma busca permanente de equilíbrio das três grandes forças que habitam nosso ser, a força do pensar, sentir e agir. Contudo, essa jornada implica também em responsabilidade, ou seja, somos responsáveis pelo que fazemos ou deixamos de fazer. Agindo e pensando sobre nossas ações, transformamos a nossa realidade e a nós mesmos, encontrando sentido para nossas vidas. Somos imperfeitos e isso nos dá o potencial para aprendermos com os nossos próprios erros. O aprimoramento pessoal é essencial para aqueles que desejam uma vida com significado, quanto mais crescemos e nos descobrimos, além das barreiras do nosso próprio Ego e de uma autossatisfação rasa, percebemos que a felicidade precisa ser compartilhada. O propósito de vida é justamente o que cada um de nós tem a doar para o mundo.<br />       Isso acontece porque viver é um processo particular no qual cada indivíduo cria sua história, percepções, características, ideias e opiniões, tendo como base suas experiências, subjetividades, desejos, sentimentos e influências externas, e tudo isso se torna irrelevante quando não conseguimos compartilhar com outras pessoas.<br />       Entretanto, ter um sentido de vida não te priva de passar por momentos de incerteza ou de inadequação, pois na vida passamos por experiências difíceis e por vezes dolorosas, em razão de nos confrontarmos com medos e temores. Mas, é a força proveniente de um novo estado sonhado ou idealizado que traz a coragem para enfrentar estes períodos de transições.<br />       Viktor Frankl, o fundador da (logoterapia) fala um pouco sobre isso, ele foi um psiquiatra austríaco que vivenciou um dos piores períodos da história, na condição de prisioneiro de um campo de concentração nazista, escreveu um livro incrível chamado “Em Busca de Sentido” onde em um trecho ele diz: que nada proporciona melhor capacidade de superação e resistência aos problemas e dificuldades em geral do que a consciência de ter uma missão a cumprir na vida. Para Frankl, o sentido da vida surge a partir de um propósito, e ter um sentido fortalece o indivíduo em meio ao sofrimento.<br />       Contudo, vale ressaltar que não existe um manual para se obtê-lo e com ele descobrir a essência da vida, mas existem passos que você pode dar em busca de encontrá-lo. Entender que você é um ser único é a primeira etapa para encontrar um sentido para a vida. Apesar de ser possível compartilhar momentos, opiniões e desejos, ninguém é capaz de viver exatamente as mesmas experiências ou ter reações e sentimentos idênticos aos de outra pessoa. Cada indivíduo constrói o seu próprio significado de mundo, tendo que lidar com suas inseguranças e dúvidas em relação ao que está por vir.<br />       Ter um propósito, seja ele qual for, deve ser uma das prioridades de quem ainda não sabe como encontrar o sentido da vida. Essa motivação deve estar alinhada com suas crenças e valores, para que reflita de maneira significativa no seu desenvolvimento pessoal. <br />       Se você ainda não tem um sentido de vida, Frankl cita três formas para encontrá-lo:</p><p>1. Criando um projeto ou praticando um ato.<br />2. Experimentando algo ou encontrando alguém.<br />3. Tomando uma atitude de enfrentamento em relação ao sofrimento.</p><p>       Encontrar o seu propósito de vida pode ajudá-lo a encontrar o sentido da vida. Mas, lembre-se que, não adianta fazer muitas coisas, alcançar metas, traçar novos objetivos, se você nem sabe o porquê está fazendo tudo isso.<br />       Você já sabe qual é o seu propósito? Tem uma ideia do que dá sentido para a sua vida? Reflita sobre isso, internalize e vá em busca do teu próprio sentido de vida.<br />       Desejo que você possa encontrá-lo.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>FRANKL, V. E. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração.<br />Traduzido por Walter. O Schlupp e Carlos C. Aveline. São Leopoldo: Sinoldal.<br />Petrópolis. Vozes.48.ed. 2019..</p>						</div>
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		<title>INSTAGRAM COMO CANAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E RELACIONAMENTO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 20:24:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>       O mundo está cada vez mais conectado e com isso passamos também a consumir conteúdos através de um click.  A cada ano as redes sociais crescem e se destacam como algo indispensável na vida das pessoas.       Atualmente o Instagram vem se destacando cada vez mais e se engana quem pensa &#8230; <a href="https://casulu.com.br/elementor-1595/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">INSTAGRAM COMO CANAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E RELACIONAMENTO</span></a></p>
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							<p>       O mundo está cada vez mais conectado e com isso passamos também a consumir conteúdos através de um click.  A cada ano as redes sociais crescem e se destacam como algo indispensável na vida das pessoas.<br />       Atualmente o Instagram vem se destacando cada vez mais e se engana quem pensa que é apenas para o uso pessoal. Perfis profissionais também estão sendo utilizados para desenvolver um melhor relacionamento com o público no geral. Empresas e profissionais das mais diversas áreas estão fazendo o uso da ferramenta para maior interação e compartilhando informação através de textos, vídeos, imagens, arquivos e etc.<br />       Profissionais que não estavam adaptados a utilizar a ferramenta passam hoje pelo desafio de aprender a utilizar e criar conteúdos de formas diversas. No entanto, o desafio de criar conteúdo para o instagram torna-se ainda maior quando falamos da importância de criar uma autoridade digital dentro do nicho de trabalho desejado.<br />       A rede social tornou-se o “cartão de visitas” eletrônico do profissional. Além de informações importantes como número para contato a rede social deve oferecer outros conteúdos em sua página. Entretanto, engana-se quem pensa que produzir conteúdo é uma tarefa simples.<br />       Um perfil precisa por vezes de calendário de publicações definida a organização de conteúdo, mas o maior desafio é passar a mensagem desejada de maneira atrativa.<br />       E você que está lendo esse texto pode estar se perguntando como produzir conteúdo alcançando todos esses requisitos. Bem, não é uma tarefa simples, mas com planejamento e com algumas estratégias definidas é possível desenvolver materiais de muita qualidade.<br />       O Instagram vem permitindo a cada nova atualização mais formas de produzir conteúdo. Dentre as possibilidades, estão: fotos, vídeos longos ou curtos, storys com interação com os seguidores e por aí vai&#8230;<br />       Diante as mudanças geradas a cada nova atualização e com a modificação de comportamento das pessoas ao consumirem conteúdos, acabou gerando também uma modificação de como os profissionais das mais diversas áreas iriam divulgar o seu serviço ou produto.<br />       Revistas, jornais, propagandas em rádio passaram a dar espaço ao Instagram. Nele, cada profissional dentro da ética de sua profissão, busca novas formas de divulgar o seu trabalho.<br />       Dentre as vantagens, o uso assertivo das redes sociais gera visibilidade, novas possibilidades de conexões e interação com outros profissionais e pessoas no geral que permitem uma maior divulgação  do trabalho.<br />       Hoje é praticamente impossível viver sem estar envolvido em alguma rede social. O instagram hoje faz parte do dia a dia de milhares de pessoas que consomem diariamente conteúdo dos mais diversos tipos. Sendo um canal de comunicação muito importante para os profissionais na atualidade.</p>						</div>
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		<title>PSICOTERAPIA ONLINE: CHEGOU, CRESCEU E PARA MUITOS VAI FICAR!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 19:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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							<p>          No que diz respeito a prática da modalidade de Psicoterapia através de meios tecnológicos aqui no Brasil, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) criou em 2005 a primeira Resolução (012/2005) que tratava desse tipo de atendimento. A partir de então essa opção só foi ganhando notoriedade, e em 2018 chegou-se na resolução 11/2018, sendo essa a que atualmente, regulamenta o atendimento online.<br />          Há um tempo a(o) profissional da Psicologia tem essa possibilidade de atendimento, mas o crescimento real dessa atuação vinha acontecendo de forma tímida, com muitos receios por parte de profissionais, por ser algo tão moderno e desconhecido para a maioria. No entanto, o ano de 2020 nos colocou diante uma situação nova e inesperada: A Pandemia Mundial da Covid-19. Do nada, nos vimos todas e todos tendo que entrar em isolamento, mudar totalmente nossa rotina e isso incluiu a forma do nosso trabalho. “Como vou realizar meus atendimentos se nem eu, nem a(o) cliente podemos sair de casa sem correr riscos?” Essa provavelmente, foi a pergunta inicial entre a classe de psicoterapeutas.<br />          E foi a partir dessa nova realidade com grandes limitações que fez profissionais se colocarem para enfrentar a resistência e o preconceito &#8211; nesse caso me referindo a uma opinião negativa formada sem conhecimento da prática online &#8211; a darem uma chance para essa modalidade. O CFP facilitou essa transição ao formular a resolução 04/2020, explicando como esses atendimentos poderiam acontecer no período de pandemia e a facilitação do cadastro de profissionais no E-psi, plataforma em que toda(o) Psicóloga(o) deve estar cadastrado para atuar online. E o resultado para a maioria das pessoas da área com quem converso tem sido bastante positivo! Tem feito muitas(o) descobrirem na prática que não é impossível, inviável, difícil de estabelecer vínculo e transferência como anteriormente pensado.<br />          Apesar da facilidade que pode ser identificada no atendimento online há desafios e princípios éticos a serem enfrentados nessa forma de atuação. É imprescindível que todo o código de ética profissional da Psicologia deva ser respeitado nessa modalidade. Sendo o grande desafio a segurança e sigilo das informações, uma vez que a internet não é um ambiente 100% seguro, cabendo a ambas as partes (profissional e cliente) a responsabilidade para reduzir ao máximo esses riscos usando as plataformas e seguindo as recomendações da forma correta. Por conta dessas especificidades que o contexto online traz é essencial que qualquer Psicóloga(o) ou psicoterapeuta estude e busque uma capacitação para realizar seu trabalho de maneira mais qualificada possível pois, ouso dizer, que o modelo online chegou, cresceu e para muitos vai ficar!<br />          Uma nova forma de atuação, não substitui a outra. Quando estiver mais seguro retornar ao espaço clínico será ótimo! Eu mesma sinto muita falta! Mas agora sei que não sou mais limitada ao atendimento presencial, e o online com certeza será uma ferramenta que continuarei usando.</p>						</div>
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			<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default"><span style="color: rgb(64, 84, 178); font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 15px; font-style: normal; font-weight: 600; letter-spacing: 1.5px; text-align: center; text-transform: uppercase;">LHAÍS VASCONCELLOS</span><br><font color="#4054b2"><span style="font-size: 15px; letter-spacing: 1.5px; text-transform: uppercase;">PSICÓLOGA CLÍNICA CRP 13/7803</span></font></h2>		</div>
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		<title>CINEMA: MAIS DO QUE UMA EXPERIÊNCIA, UM RECURSO PARA A VIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Casulu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2020 19:16:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160;Desde o surgimento da humanidade as estórias são contadas, de geração em geração, no intuito de repassar valores, relembrar feitos e garantir que algo de importante não seja esquecido. Seja para a explicação do surgimento do universo ou para manter uma criança afastada de um perigo, construídas em pinturas rupestres &#8230; <a href="https://casulu.com.br/cinema-mais-do-que-uma-experiencia-um-recurso-para-a-vida/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">CINEMA: MAIS DO QUE UMA EXPERIÊNCIA, UM RECURSO PARA A VIDA</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1572" class="elementor elementor-1572">
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							<p>           Desde o surgimento da humanidade as estórias são contadas, de geração em geração, no intuito de repassar valores, relembrar feitos e garantir que algo de importante não seja esquecido. Seja para a explicação do surgimento do universo ou para manter uma criança afastada de um perigo, construídas em pinturas rupestres ou superproduções hollywoodianas, as estórias são utilizadas pelo homem desde sempre no intuito de traduzir as verdades necessárias à sua época.<br />           Você não acha estranho o fato de centenas de pessoas saírem de suas casas, sentarem em uma cadeira numa sala escura cheia de desconhecidos e dedicarem duas horas de suas vidas para assistir à vida de outra pessoa? Literalmente pagando para chorar os dramas de alguém que nem existe na vida real. O que de fato tem nessas narrativas que faz com que as pessoas tanto se identifiquem com elas?<br />           Não importa se é uma aventura em um planeta distante com pessoas com poderes mágicos ou uma viagem ao centro da terra ou simplesmente uma comédia romântica. Há algo nos filmes que nos atrai, nos arranca lágrimas, nos toca profundamente. Há algo que vai além da trama superficial.<br />           Os bons filmes são organizados em camadas: por fora uma sinopse comum, por dentro uma viagem à um drama profundo e universal. Como por exemplo o filme &#8220;Interstellar&#8221; (2014) que conta a jornada de um astronauta perdido no tempo e no espaço, mas que quando analisamos mais profundamente, nas entrelinhas da ficção científica encontramos o drama de um pai que precisa sair de casa para garantir o futuro de sua filha. Como também em &#8220;The Secret Life of Walter Mitty&#8221; (2013) que apresenta um funcionário em busca de uma foto perdida no trabalho ao mesmo tempo que nos mostra um homem que viveu a vida inteira no mundo dos sonhos e que finalmente se dá a oportunidade de viver uma vida real.<br />           Este algo, que vai além do superficial, é nada mais nada menos do que o drama mais cotidiano do ser humano, as decepções, as escaladas, as quedas, as reviravoltas, a ausência e o encontro do sentido. Um bom filme é capaz de abordar estas e muitas outras facetas da vida humana e ainda apresentar virtudes de desenvolvimento enquanto entretém o expectador.<br />           Muito acertadamente Jean de La Fontaine diz: “Se quiser falar ao coração dos homens, há que se contar uma história. Dessas onde não faltem animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim – suave e docemente que se despertam consciências”. Corroborando com aquilo que podemos presenciar enquanto assistimos um filme, La Fontaine traduz exatamente a função do que chamamos de arte: imitar a “coisa” e atribuir a ela um significado. No caso do cinema esta “coisa” a ser imitada é a vida humana e o significado atribuído na obra é este valor que de certo modo pode ser capaz de despertar nossas consciências.<br />           A sétima arte possui certa completude, uma vez que reúne nela mesma todas as outras: a música, a dança, a pintura, a poesia, a arquitetura, a literatura e o teatro. Uma junção que nos entrega, em meio às experiências imersivas e fantasiosas, o que há de mais humano e real. Sendo esta entrega um excelente recurso para nos auxiliar a construirmos a nossa própria história, uma vez que estamos no mundo justamente para isso, viver a nossa narrativa da melhor forma.<br />           Assistir aos filmes buscando estes recursos, identificando-se com os personagens, observando seus padrões comportamentais e emocionais pode ajudar-nos a decifrar e a observar em nós mesmos estes padrões, aumentando nossa autoconsciência e dando ao nosso imaginário um alimento rico em linguagem, que é para nós um elemento indispensável na articulação entre o que há dentro e fora de nós.</p>						</div>
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