PSICOEDUCAÇÃO PARA HABILIDADES SOCIAIS

             A Terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem como uma de suas características ser educativa e utiliza a pscioeducação para ensinar durante o processo psicoterapêutico os princípios e conhecimentos psicológicos relacionado à queixa apresentada e sobre outras questões necessárias. Nesta abordagem acredita-se que quanto mais conhecimento sobre um tema se tem, mais a pessoa será capaz de ser ativa e participativa em seu processo de mudança. Logo, psicoeducação é termo que designa o uso de recursos e estratégias por parte de psicólogas e psicólogos com o intuito de ensinar, promover e/ou ampliar conhecimento e habilidades. E entre as habilidades que podem ser trabalhadas no processo psicoterápico então as Habilidades Sociais (HS).
             As habilidades sociais são aprendidas ao longo da vida em todos os meios onde estabelecemos relações interpessoais diretas ou indiretas. Mas, para além de serem aprendidas as habilidades sociais precisam ser exercidas, para uma interação interpessoal saudável e adequada. Estudiosas (os) que pesquisam sobre o tema, sugerem que para o bom desenvolvimento das habilidades nas relações interpessoais nos diversos contextos de nossa vida (familiar, escolar, de trabalho, relações afetivas e de grupo) é importante:
– estar atenta (o) aos sinais sociais emitidos;
– ser capaz de controlar as próprias emoções;
– ser capaz de controlar o desejo impulsivo de responder à situação e por fim,
– analisar as consequências de agir de determinada forma.
             Na literatura as habilidades sociais são dividas em sete classes mais gerais e dentro delas subcategorias. Nesta ocasião, citaremos apenas as categorias gerais, a saber:
-HS de comunicação;
-HS de civilidade;
-HS empáticas;
-HS assertivas, direito e cidadania;
-HS de trabalho;
-HS de expressão de sentimentos positivos.
             Ser habilidosa (o) socialmente não é dizer sempre SIM ou sempre NÃO. É ser capaz de expressar sentimentos, desejos e dúvidas. É iniciar, manter e encerrar um diálogo sem constrangimento. É lidar com críticas (receber e/ou emitir). É mediar conflitos, manifestar opinião, tomar decisões, de forma assertiva e ao mesmo tempo empática. Pois, assim como aprender a falar adequadamente considerando a comunicação verbal e não verbal estabelecida entre a pessoa e seu interlocutor, o treino de habilidades sociais possibilita a capacidade de escutar e expressar solidariedade, buscando manter o foco na busca por solução e não reforçando o problema.
             Nesse sentido, o processo terapêutico por meio da psicoeducação, visa ampliar o repertório de habilidades de uma pessoa. Considerando o que ela já sabe e o que ela pode aprender, levando em conta todos os fatores que influenciam nesse processo.
Buscando favorecer a autonomia para que em diferentes contextos seja possível pensar em diferentes alternativas de resolução.

Referências:
RANGÉ, B. P (Orgs.) Psicoeducação em terapia cognitivo-comportamental. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2019.
DEL PRETTE A.; DEL PRETTE, Z. A. P. Psicologia das relações interpessoais: vivências para trabalho em grupo. Petrópolis: Editora Vozes, 2011.

ANNE CIPRIANO
psicÓLOGA CRP 13/6513

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